quinta-feira, 30 de maio de 2013

A LEGISLAÇÃO DE INTERNET

A legislação de internet no Brasil avançou em 2012, com a aprovação do projeto que tipifica os crimes na web, mas a criação de um marco civil, uma espécie de "Constituição" da rede, empacou nas negociações do Congresso. A aprovação dos projetos de lei que estabelecem os crimes cometidos na web e as penas para eles, cujas discussões se arrastavam desde 1999, foi acelerada após o vazamento das fotos da atriz global Carolina Dieckmann, que teve sua conta de e-mail invadida. A importância do caso na aprovação do texto foi tão grande que o nome da atriz acabou apelidando a lei.
Dois projetos brigavam pela aprovação no Congresso: o primeiro era de autoria do deputado Eduardo Azeredo, estava em pauta desde 1999 e era duramente criticado, chegando a ser apelidado de "AI-5 Digital"; o segundo foi proposto por um grupo de parlamentares liderado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). A discussão do assunto, no entanto, se arrastava, e nenhuma proposta avançava.
Tudo mudou após o vazamento das fotos de Carolina Dieckmann, em 4 de maio, que acabou acelerando todo esse processo. Menos de duas semanas depois da divulgação das imagens, após acordo entre as lideranças dos partidos, o projeto de Teixeira foi aprovado. Na semana seguinte, foi a vez da aprovação do texto do deputado Eduardo AzeredoEduardo Azeredo, até então o mais antigo em tramitação na Casa, mas sem a maior parte do seu conteúdo original. O próprio deputado alterou o projeto, suprimindo dele 17 artigos que causavam polêmica há mais de uma década. A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto sem vetos no fim de novembro.
Pelo projeto aprovado, fica configurado como crime invadir o computador, celular, tablet e qualquer outro equipamento de terceiros, conectados ou não à internet, para obter, destruir ou divulgar dados sem a autorização do dono do aparelho. As penas para o crime variam de multa a até um ano de prisão. Também serão punidos aqueles que produzirem programas de computador para permitir a invasão dos equipamentos.
Caso a invasão do equipamento resulte em divulgação de dados privados, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas, a pena aumenta para seis meses a dois anos de prisão, além da multa. Se o crime for cometido contra autoridades como presidente e vice do Executivo, Legislativo e Judiciário, governadores, prefeitos ou presidentes e diretores de órgãos públicos, a pena aumenta em 50%.
A novela do Marco Civil da Internet
Enquanto a legislação penal da internet foi para frente em 2012, a criação de um marco regulatório civil para o uso da rede - uma espécie de "Constituição" que estabelece direitos e deveres de empresas, governo e usuários na internet, empacou. O projeto original foi enviado pelo Ministério da Justiça à Câmara no ano passado, mas somente em março deste ano foi instalada uma comissão na Câmara para discutir a proposta.
Esta comissão rodou o País em uma série de audiências públicas que discutiu o projeto com especialistas e membros sociedade da sociedade civil. O grupo viajou por cidades como Porto Alegre, Salvador, Olinda, Curitiba, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para ouvir propostas para o projeto. O grupo recebeu sugestões também pela internet, por meio do portal e-Democracria, além de opiniões via redes sociais. Durante o ano, o projeto recebeu apoios importantes, como do fundador do partido pirata sueco, que afirmou que o marco civil era único no mundo e de grandes empresas de internet, como Google e Facebook, que afirmaram, em carta aberta, o projeto é "resultado de riquíssimo debate que resultou em um projeto de lei moderno".
O relator do projeto, deputador Alessandro Molon (PT-RJ), apresentou seu parecer em julho, mas foi obrigado a fazer alterações no texto depois de críticas do próprio governo. Mesmo assim, a votação do texto, que teria que ser aprovado na comissão especial da Câmara antes de ir a plenário, foi adiada inúmeras vezes por falta de quórum. Sem conseguir costurar um acordo sobre a questão da neutralidade na rede, que impede que as operadoras faça distinção na velocidade de conexão da internet para conteúdos diferentes, o próprio governo pediu que fosse votado somente depois das eleições, temendo alterações no texto.
Passadas as eleições, a polêmica continuou. No plenário da Câmara, a votação da proposta foi adiada por seis vezes, a última delas no começo de dezembro. De um lado, os deputados mostravam vontade de debater melhor a questão da neutralidade, e já apontavam a necessidade de votar a proposta somente depois das discussões em uma conferência de internet da Organização das Nações Unidas em Dubai, o que jogaria a votação do projeto para o ano que vem.
Nos bastidores, no entanto, venceu o lobby das teles, que não têm interesse na aprovação da chamada "neutralidade" da rede. Pelo dispositivo, o mais polêmico do texto, as provedoras de conexão ficam proibidas de selecionar o conteúdo ao qual os internautas terão acesso em detrimento de outros - mediante o pagamento de uma taxa pelo provedor de conteúdo, por exemplo, para manter sua página no topo dos resultados das buscas.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Saturação das mídias sociais

Antes do surgimento do Facebook (2004), em meados dos anos 2000, a maioria dos brasileiros utilizavam o Orkut, posteriormente, o Twitter ascendeu como mídia social propícia para troca de informações, contatos e mensagens; e apesar do fortalecimento do Facebook a partir do ano de 2007, o Twitter se manteve estável no Brasil e crescente nos EUA, porém, o Orkut teve a sua ‘morte’ decreta pela forte avanço da mídia social desenvolvida por Mark Zuckerberg.

No ano de 2011, muitos analistas de web começaram a apostar que o Facebook, apesar de sua força e integração com diferentes tipos de sites e aplicativos, poderia logo perder popularidade para o Google+ (mídia social lançada pela Google). Desde 2010, o Facebook tem se mantido forte como a primeira mídia social do mundo. Entre 2012 e 2013, o Google+ superou o Twitter em número de usuários em diferentes países, se posicionando como a segunda mídia social mais popular.
Porém, a questão que começou a ser levanta num mundo digital repleto de diferentes mídias sociais para usos gerais e específicos (citamos no início deste artigo somente as mais utilizadas) é se a mídia social como plataforma de comunicação poderia vir a apresentar saturação na vida das pessoas e no mercado consumidor. Estaríamos vivendo uma “bolha de interesse” pelas mídias sociais que estouraria após 20 ou 30 anos de intenso uso, ou viveremos sempre num eterno ciclo digital em que uma mídia social superará a outra, como ocorreu entre o Facebook e o Orkut?
As respostas devem ser respondidas em nível global e regional. Nos EUA, uma reconhecida empresa de Análise de Tráfego na Internet, a Experian, divulgou dados a respeito da queda do uso das redes sociais nos países em que são mais utilizadas pelos internautas. Entre 2011 e 2012, na Inglaterra, o uso dessas mídias caiu de 25% para 22%. A mesma queda foi percebida entre os usuários de Facebook e Twitter. Por outro lado, foi detectado um crescimento de 15% no uso do YouTube (considerado uma rede social por alguns especialistas, mas referido como plataforma de conteúdo por outros analistas).
Os gerentes de marketing atribuem o processo de queda e de estabilização no percentual de usuários de redes sociais à mudança do uso de equipamento eletrônico, as pessoas não acessam mais a internet somente por meio do computador de mesa, mas também no laptop, tablets e smartphones. O uso da internet móvel incentiva o uso rápido e a utilização de outros tipos de aplicativos para troca de imagens e mensagens. Para não perder o interesse dos internautas , o Facebook tem investido em aplicativos específicos para a internet móvel.
No Brasil e nos demais países emergentes, as redes sociais não apresentam a saturação ou a estabilização do número de usuários registrada nos países desenvolvidos. Nos últimos anos, o Facebook apresentou crescimento de mais de 192%, alcançando mais de 30 milhões de usuários. No Brasil, o superado Orkut também conseguiu aumentar o número de usuários em 5%. No mundo, os países mais atraentes paras as mídias sociais sãos os pertencentes ao grupo dos emergentes, como Brasil, China e Índia

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bug no update do Win7

Bug no update do Win7 que trava inicialização está restrito ao Brasil


Patch "KB2823324", lançado nesta terça-feira, é o culpado pelo problema que afeta máquinas com a versão de 32 Bits (x86) do Windows 7
A atualização do Windows 7 (KB2823324) lançada pela Microsoft como parte da tradicional "Patch Tuesday" que está fazendo com que muitas máquinas não consigam mais dar boot quando são reiniciadas está restrita ao Brasil.
Segundo a empresa, o problema é restrito ao Brasil, afeta apenas máquinas rodando a versão de 32 Bits (x86) do Windows 7 e é causado por um "conflito com software de terceiros", embora não mencione qual é este software. A KB2823324 foi removida do sistema Windows Update na manhã desta sexta-feira 12/04, ou seja, não deve mais ser oferecida aos usuários, evitando que novas máquinas sejam afetadas. Ainda assim, milhares de PCs e seus usuários foram prejudicados até que a medida fosse tomada.
Entre os sintomas do problema estão telas azuis durante a inicialização do sistema ou um "loop infinito" onde a máquina reinicia continuamente antes de completar o boot. A Microsoft publicou um boletim, chamado KB2839011, com instruções sobre como evitar a atualização problemática, removê-la caso já tenha sido instalada e como recuperar um PC já afetado pelo problema.
Uma solução é, durante a inicialização do computador, teclar F8 e restaurar um ponto de restauração anterior à instalação da atualização. Quando o sistema voltar as atualizações pendentes podem ser aplicadas novamente, excluindo-se a KB2823324. Outra solução, publicada pelo usuário Fernando Gomes nos fóruns do site Clube do Hardware , envolve a execução do seguinte comando no Prompt de Comando do modo de restauração:
dism.exe /image:C:\ /cleanup-image /revertpendingactions
Máquinas com o Windows 8, ou a versão de 64 Bits (x64) do Windows 7 não são afetadas pelo problema.

Novo chip

Novo chip promete mais desempenho em smartphones Android de baixo custo

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A fabricante taiwanesa de semicondutores MediaTek quer melhorar o desempenho dos smartphones Android de baixo custo, e para isso está trazendo ao mercado um novo SoC (System on a Chip, “Sistema em um Chip”), o MT6572.
Trata-se do primeiro SoC dual-core com Wi-Fi, rádio FM, GPS e Bluetooth integrados voltado ao segmento de entrada do mercado de smartphones, disse a empresa nesta quinta-feira. O coração do M6572 é um processador dual-core baseado na arquitetura ARM Cortex-A7 rodando a até 1.2 GHz. O A7 é o processador com a maior eficiência no consumo de energia já desenvolvido, segundo o site da ARM.
Smartphones baseados no MT6572 também poderão ser equipados com câmeras de 5 MP e gravar vídeos em alta-definição (720p). A resolução de tela pode chegar a 540 x 960 pixels, e o chip também traz um modem HSPA+ (“3G+”, como o padrão é conhecido no Brasil) integrado.
A empresa não diz qual será o preço de um smartphone baseado no MT6572. Mas de acordo com o site da ARM smartphones baseados em processadores Cortex-A7 irão custar menos de US$ 100 já em 2013 ou 2014. Eles também terão desempenho equivalente ao dos aparelhos topo de linha de 2010, que na época custavam cerca de US$ 500. Tanto a MediaTek quanto a ARM concordam que smartphones baseados na arquitetura Cortex-A7, e mais especificamente no MT6572, irão “redefinir” e “democratizar” o mercado.
A maior parte do crescimento no mercado de smartphones irá vir do segmento de baixo custo. As entregas de aparelhos com preço inferior a US$ 250 irão crescer de 250 milhões de unidades em 2013 para 788 milhões em 2018, de acordo com uma pesquisa da ABI Research. Isso significa que eles serão responsáveis por 46% do total de aparelhos entregues pelos fabricantes ao mercado, comparado a 28% em 2012.
Além de melhorar o desempenho dos smartphones à venda em países em desenvolvimento, os operadores em mercados desenvolvidos ou subsidiados estão descobrindo que smartphones de baixo custo podem ajudar a atrair consumidores que ainda não migraram para um smartphone, ajudar a reduzir os custos relativos aos subsídios de modelos mais caros, de acordo com a ABI.
Os primeiros smartphones baseados no MT6572 devem chegar ao mercado, no exterior, a partir de junho. A MediaTek não divulgou detalhes sobre quais empresas usarão seu novo produto. Outros chips da empresa são usados em aparelhos de empresas como a Motorola (RAZR D1 e D3), entre outras.
* Com informações de Rafael Rigues

segunda-feira, 29 de abril de 2013

1º Colóquio Técnico de 2013 "Desafios do atual cenário de tratamento de incidentes"

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O Centro de Tratamento de Incidentes de Segurança de Redes de Computadores da Administração Pública Federal - CTIR Gov realizará, no dia 17 de maio de 2013, o 1º Colóquio Técnico de 2013 sobre o tema "Desafios do atual cenário de tratamento de incidentes".

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Estatísticas de Tratamento de Incidentes de Rede na APF

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Estão disponíveis as Estatísticas de Tratamento de Incidentes de Rede na APF, referentes ao primeiro trimestre de 2013, que se destinam a apresentar os resultados do trabalho de detecção, análise e resposta a incidentes de rede desenvolvido pelo CTIR Gov.
 

GSI/PR realiza palestra para a Administração Pública Federal sobre Classificação da Informação

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Com o objetivo de padronizar procedimentos e sanar eventuais dúvidas relacionadas à Lei de Acesso à Informação e seus decretos regulamentadores para os casos de classificação da informação, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) realizou, no dia 17 de abril, no Auditório do Palácio do Planalto, a palestra “Instrução sobre classificação de documentos, com ênfase no tratamento da informação classificada e no credenciamento de segurança”.
Participaram do evento cerca de 200 Gestores de Segurança da Informação e Comunicações e Gestores de Credenciamento de Segurança para o tratamento da informação classificada, de 55 órgãos e entidades da Administração Pública Federal.
A palestra foi aberta pelo Ministro de Estado Chefe do GSI, General José Elito de Carvalho Siqueira, e encerrada pelo Secretário Executivo, General Roberto Sebastião Peternelli Jr.


Acesse o material entregue no evento:
Legislação relacionada à Lei de Acesso à Informação
Slides da apresentação
 

Ministro Elito abre os trabalhos do CGSI – ano 2013 e assina portaria de composição dos membros

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O Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) abriu os trabalhos do Comitê Gestor de Segurança da Informação (CGSI) deste ano, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, no dia 10 de abril.
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Perguntas frequentes

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Em atendimento ao disposto na Lei de Acesso à Informação (Lei Nº 12.527/2011) e nos Decretos Nº 7.724/2012 e Nº 7.845/2012, o DSIC/SE/GSI/PR divulga atualização das Perguntas mais Frequentes:



 

Designação de Membros do Comitê Gestor de Segurança da Informação - CGSI

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Foi publicada no DOU Nº 69 - Seção 2, de 11 de abril de 2013, a Portaria Nº 13 - CDN de 10 de abril de 2013, que designa os Membros para compor o Comitê Gestor de Segurança da Informação - CGSI.