A legislação de internet no Brasil avançou em 2012, com a aprovação do projeto que tipifica os crimes na web, mas a criação de um marco civil, uma espécie de "Constituição" da rede, empacou nas negociações do Congresso. A aprovação dos projetos de lei que estabelecem os crimes cometidos na web e as penas para eles, cujas discussões se arrastavam desde 1999, foi acelerada após o vazamento das fotos da atriz global Carolina Dieckmann, que teve sua conta de e-mail invadida. A importância do caso na aprovação do texto foi tão grande que o nome da atriz acabou apelidando a lei.
Dois projetos brigavam pela aprovação no Congresso: o primeiro era de autoria do deputado Eduardo Azeredo, estava em pauta desde 1999 e era duramente criticado, chegando a ser apelidado de "AI-5 Digital"; o segundo foi proposto por um grupo de parlamentares liderado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). A discussão do assunto, no entanto, se arrastava, e nenhuma proposta avançava.
Tudo mudou após o vazamento das fotos de Carolina Dieckmann, em 4 de maio, que acabou acelerando todo esse processo. Menos de duas semanas depois da divulgação das imagens, após acordo entre as lideranças dos partidos, o projeto de Teixeira foi aprovado. Na semana seguinte, foi a vez da aprovação do texto do deputado Eduardo AzeredoEduardo Azeredo, até então o mais antigo em tramitação na Casa, mas sem a maior parte do seu conteúdo original. O próprio deputado alterou o projeto, suprimindo dele 17 artigos que causavam polêmica há mais de uma década. A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto sem vetos no fim de novembro.
Pelo projeto aprovado, fica configurado como crime invadir o computador, celular, tablet e qualquer outro equipamento de terceiros, conectados ou não à internet, para obter, destruir ou divulgar dados sem a autorização do dono do aparelho. As penas para o crime variam de multa a até um ano de prisão. Também serão punidos aqueles que produzirem programas de computador para permitir a invasão dos equipamentos.
Caso a invasão do equipamento resulte em divulgação de dados privados, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas, a pena aumenta para seis meses a dois anos de prisão, além da multa. Se o crime for cometido contra autoridades como presidente e vice do Executivo, Legislativo e Judiciário, governadores, prefeitos ou presidentes e diretores de órgãos públicos, a pena aumenta em 50%.
A novela do Marco Civil da Internet
Enquanto a legislação penal da internet foi para frente em 2012, a criação de um marco regulatório civil para o uso da rede - uma espécie de "Constituição" que estabelece direitos e deveres de empresas, governo e usuários na internet, empacou. O projeto original foi enviado pelo Ministério da Justiça à Câmara no ano passado, mas somente em março deste ano foi instalada uma comissão na Câmara para discutir a proposta.
Esta comissão rodou o País em uma série de audiências públicas que discutiu o projeto com especialistas e membros sociedade da sociedade civil. O grupo viajou por cidades como Porto Alegre, Salvador, Olinda, Curitiba, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para ouvir propostas para o projeto. O grupo recebeu sugestões também pela internet, por meio do portal e-Democracria, além de opiniões via redes sociais. Durante o ano, o projeto recebeu apoios importantes, como do fundador do partido pirata sueco, que afirmou que o marco civil era único no mundo e de grandes empresas de internet, como Google e Facebook, que afirmaram, em carta aberta, o projeto é "resultado de riquíssimo debate que resultou em um projeto de lei moderno".
O relator do projeto, deputador Alessandro Molon (PT-RJ), apresentou seu parecer em julho, mas foi obrigado a fazer alterações no texto depois de críticas do próprio governo. Mesmo assim, a votação do texto, que teria que ser aprovado na comissão especial da Câmara antes de ir a plenário, foi adiada inúmeras vezes por falta de quórum. Sem conseguir costurar um acordo sobre a questão da neutralidade na rede, que impede que as operadoras faça distinção na velocidade de conexão da internet para conteúdos diferentes, o próprio governo pediu que fosse votado somente depois das eleições, temendo alterações no texto.
Passadas as eleições, a polêmica continuou. No plenário da Câmara, a votação da proposta foi adiada por seis vezes, a última delas no começo de dezembro. De um lado, os deputados mostravam vontade de debater melhor a questão da neutralidade, e já apontavam a necessidade de votar a proposta somente depois das discussões em uma conferência de internet da Organização das Nações Unidas em Dubai, o que jogaria a votação do projeto para o ano que vem.
Nos bastidores, no entanto, venceu o lobby das teles, que não têm interesse na aprovação da chamada "neutralidade" da rede. Pelo dispositivo, o mais polêmico do texto, as provedoras de conexão ficam proibidas de selecionar o conteúdo ao qual os internautas terão acesso em detrimento de outros - mediante o pagamento de uma taxa pelo provedor de conteúdo, por exemplo, para manter sua página no topo dos resultados das buscas.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Saturação das mídias sociais
Antes do surgimento do FacebookPorém, a questão que começou a ser levanta num mundo digital repleto de diferentes mídias sociais para usos gerais e específicos (citamos no início deste artigo somente as mais utilizadas) é se a mídia social como plataforma de comunicação poderia vir a apresentar saturação na vida das pessoas e no mercado consumidor. Estaríamos vivendo uma “bolha de interesse” pelas mídias sociais que estouraria após 20 ou 30 anos de intenso uso, ou viveremos sempre num eterno ciclo digital em que uma mídia social superará a outra, como ocorreu entre o Facebook e o Orkut?
As respostas devem ser respondidas em nível global e regional. Nos EUA, uma reconhecida empresa de Análise de Tráfego na Internet, a Experian, divulgou dados a respeito da queda do uso das redes sociais nos países em que são mais utilizadas pelos internautas. Entre 2011 e 2012, na Inglaterra, o uso dessas mídias caiu de 25% para 22%. A mesma queda foi percebida entre os usuários de Facebook e Twitter. Por outro lado, foi detectado um crescimento de 15% no uso do YouTube (considerado uma rede social por alguns especialistas, mas referido como plataforma de conteúdo por outros analistas).
No Brasil e nos demais países emergentes, as redes sociais não apresentam a saturação ou a estabilização do número de usuários registrada nos países desenvolvidos. Nos últimos anos, o Facebook apresentou crescimento de mais de 192%, alcançando mais de 30 milhões de usuários. No Brasil, o superado Orkut também conseguiu aumentar o número de usuários em 5%. No mundo, os países mais atraentes paras as mídias sociais sãos os pertencentes ao grupo dos emergentes, como Brasil, China e Índia
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Bug no update do Win7
Bug no update do Win7 que trava inicialização está restrito ao Brasil
Patch "KB2823324", lançado nesta terça-feira, é
o culpado pelo problema que afeta máquinas com a versão de 32 Bits
(x86) do Windows 7
Segundo a empresa, o problema é restrito ao Brasil, afeta apenas máquinas rodando a versão de 32 Bits (x86) do Windows 7 e é causado por um "conflito com software de terceiros", embora não mencione qual é este software. A KB2823324 foi removida do sistema Windows Update na manhã desta sexta-feira 12/04, ou seja, não deve mais ser oferecida aos usuários, evitando que novas máquinas sejam afetadas. Ainda assim, milhares de PCs e seus usuários foram prejudicados até que a medida fosse tomada.
Entre os sintomas do problema estão telas azuis durante a inicialização do sistema ou um "loop infinito" onde a máquina reinicia continuamente antes de completar o boot. A Microsoft publicou um boletim, chamado KB2839011, com instruções sobre como evitar a atualização problemática, removê-la caso já tenha sido instalada e como recuperar um PC já afetado pelo problema.
Uma solução é, durante a inicialização do computador, teclar F8 e restaurar um ponto de restauração anterior à instalação da atualização. Quando o sistema voltar as atualizações pendentes podem ser aplicadas novamente, excluindo-se a KB2823324. Outra solução, publicada pelo usuário Fernando Gomes nos fóruns do site Clube do Hardware , envolve a execução do seguinte comando no Prompt de Comando do modo de restauração:
dism.exe /image:C:\ /cleanup-image /revertpendingactions
Máquinas com o Windows 8, ou a versão de 64 Bits (x64) do Windows 7 não são afetadas pelo problema.
Novo chip
Novo chip promete mais desempenho em smartphones Android de baixo custo
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Trata-se do primeiro SoC dual-core com Wi-Fi, rádio FM, GPS e Bluetooth integrados voltado ao segmento de entrada do mercado de smartphones, disse a empresa nesta quinta-feira. O coração do M6572 é um processador dual-core baseado na arquitetura ARM Cortex-A7 rodando a até 1.2 GHz. O A7 é o processador com a maior eficiência no consumo de energia já desenvolvido, segundo o site da ARM.
Smartphones baseados no MT6572 também poderão ser equipados com câmeras de 5 MP e gravar vídeos em alta-definição (720p). A resolução de tela pode chegar a 540 x 960 pixels, e o chip também traz um modem HSPA+ (“3G+”, como o padrão é conhecido no Brasil) integrado.
A empresa não diz qual será o preço de um smartphone baseado no MT6572. Mas de acordo com o site da ARM smartphones baseados em processadores Cortex-A7 irão custar menos de US$ 100 já em 2013 ou 2014. Eles também terão desempenho equivalente ao dos aparelhos topo de linha de 2010, que na época custavam cerca de US$ 500. Tanto a MediaTek quanto a ARM concordam que smartphones baseados na arquitetura Cortex-A7, e mais especificamente no MT6572, irão “redefinir” e “democratizar” o mercado.
A maior parte do crescimento no mercado de smartphones irá vir do segmento de baixo custo. As entregas de aparelhos com preço inferior a US$ 250 irão crescer de 250 milhões de unidades em 2013 para 788 milhões em 2018, de acordo com uma pesquisa da ABI Research. Isso significa que eles serão responsáveis por 46% do total de aparelhos entregues pelos fabricantes ao mercado, comparado a 28% em 2012.
Além de melhorar o desempenho dos smartphones à venda em países em desenvolvimento, os operadores em mercados desenvolvidos ou subsidiados estão descobrindo que smartphones de baixo custo podem ajudar a atrair consumidores que ainda não migraram para um smartphone, ajudar a reduzir os custos relativos aos subsídios de modelos mais caros, de acordo com a ABI.
Os primeiros smartphones baseados no MT6572 devem chegar ao mercado, no exterior, a partir de junho. A MediaTek não divulgou detalhes sobre quais empresas usarão seu novo produto. Outros chips da empresa são usados em aparelhos de empresas como a Motorola (RAZR D1 e D3), entre outras.
* Com informações de Rafael Rigues
segunda-feira, 29 de abril de 2013
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